MINUTO DE ECONOMIA


Retomada da economia no mundo e no Brasil fazem Ibovespa fechar em patamar recorde pelo 4º dia consecutivo…


As boas notícias relacionadas à economia brasileira fizeram o Ibovespa fechar a 129.601 pontos ontem, sexta alta consecutiva e o 4º dia de fechamento recorde em sequência. Grande parte deste resultado é justificado pelo investidor externo.


O mercado de ações brasileiro recebeu R$12,2 bilhões em recursos externos apenas em maio. O dólar fechou a R$5,08, contra R$5,80 em março de 2021.


A recuperação da economia dos EUA continua ocorrendo em ritmo acelerado, após uma queda de 3,5% em 2020, a expectativa da OCDE é que a economia cresça 6,9% em 2021. No Brasil, apesar de um ritmo de recuperação modesto, a projeção da GO Associados é de um crescimento de 5,5% em 2021, após uma queda de 4,1% em 2020.


Ibovespa fechou em 129.601 pontos ontem, maior valor da série histórica


Três fatores ajudam a explicar este otimismo: O aumento da oferta de vacinas: a expectativa de produção nacional dos insumos e a mudança de postura do ministério da saúde devem confirmar as expectativas de vacinação em massa ainda em 2021. O estado de São Paulo, por exemplo, prometeu vacinar toda a população adulta até outubro.

O boom das commodities: o setor do agronegócio que praticamente não sofreu com a pandemia, desponta também na retomada, com a alta dos preços das commodities no mercado mundial que, por sua vez, foram impulsionados pela recuperação das duas maiores economias do mundo (EUA e China).

Os indicadores da economia brasileira demonstram uma recuperação, ainda que gradual, e uma melhor adaptação da economia às incertezas e às ondas da Covid 19 que obrigam o fechamento de uma série de serviços.

Restam pontos de atenção que podem comprometer a recuperação e produzir volatilidade no mercado:

A crise hídrica: o encarecimento da energia pode ser um problema para a retomada da economia. Em um momento em que o câmbio alivia a pressão sobre o preço dos combustíveis, a inflação deve acelerar com a adoção de bandeiras tarifárias que encarecem a conta de luz. Além disso, a ameaça de insegurança hídrica na agricultura e indústria pode inibir novos projetos.

A incerteza política: o Brasil está em um ano pré-eleitoral, mas a campanha já começou, dificultando a aprovação de medidas impopulares necessárias ao ajuste fiscal (como a reforma administrativa).

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