MINUTO DE ECONOMIA


QUEDA DA INDÚSTRIA ILUSTRA A INTERRUPÇÃO DA SONHADA RECUPERAÇÃO EM V

  • A indústria teve uma recuperação rápida após o grande tombo entre março e abril de 2020. Entretanto, alguns fatores adversos reverteram este comportamento a partir de janeiro de 2021: a crise hídrica com impactos no custo da energia (o último reajuste nas contas de luz entrou em vigor justamente em setembro), a falta de insumos (semicondutores) e a volatilidade do câmbio.   

  • A alta do preço das commodities no mercado internacional foi potencializada pela alta do Dólar em relação ao Real. Os impactos dessas variáveis para o custo ao produtor também têm sido apontados como um dos grandes problemas. A produção industrial caiu 0,2% em novembro, resultado pior do que a expectativa do mercado, (0,2%) e do que a projeção da GO Associados (1,1%).

  • Bens de capital fazem com que indústria caia 0,2% em novembro, a sexta queda consecutiva. 

  • No resultado de novembro o destaque negativo foi a produção de bens de capital que caiu 3% em relação a outubro.

Desempenho da indústria em relação a novembro/20 (%)


  • Alguns fatores justificam o desempenho ruim da indústria em 2020 como a desaceleração das economias chinesa e mundial do lado da demanda e a escassez e custo das matérias primas do lado da oferta.


  • A indústria, após uma forte recuperação para a reposição de estoques, sofreu em 2021 com a falta de matérias-primas.

  • Os destaques negativos no acumulado de 2021 foram: veículos automotores (-11,6%), produtos de borracha e de material plástico (-12,3%), produtos de metal (-13,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-15,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-13,8%), couro, artigos para viagem e calçados (-17,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,7%).

  • Esta queda tem se concentrado no setor de produção de bens de consumo duráveis, que caiu 21% em relação a novembro do último ano. A automobilística é o principal ramo que vem apresentando dificuldades com a falta de semicondutores e, mais recentemente, de magnésio. 

  • Apesar do desempenho negativo de quase todas as grandes categorias, o acumulado do ano e de 12 meses ainda é positivo em 4,7%. 

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