MINUTO DE ECONOMIA


Resultados do primeiro trimestre e boa perspectiva nas exportações fazem governo rever para cima a projeção de crescimento em 2021…  

Os resultados da economia no primeiro trimestre de 2021 surpreenderam positivamente e levaram a uma inversão na revisão das projeções do mercado para o PIB no ano, o ministério da Economia também revisou a sua projeção de 3,2% para 3,5%. A projeção da GO Associados para o 1º trimestre deste ano passouZZ de 0,24% para 0,6%; e para 2021 de 3,2% para 4%.


O 1º trimestre é importante para definir o crescimento de um país, dado que seu resultado impacta todos os outros trimestres. A projeção do Boletim Focus na última segunda-feira passou de 3,21% para 3,45% e deve continuar a subir nas próximas semanas.


Mediana das expectativas do Boletim Focus para o PIB em 2021


Fonte: Banco Central do Brasil

Três fatores ajudam a explicar por que a economia deve crescer acima do esperado pelas projeções feitas até abril:

Ao contrário de 2020, a demanda externa está aquecida com alta demanda de commodities, impulsionando as exportações e a economia brasileira em particular;


Os setores estão mais adaptados à economia digital do que na primeira onda e o fechamento da economia começou no final do primeiro trimestre. Em São Paulo, por exemplo, a fase emergencial teve início em 15 de março, tendo a economia continuado aberta na maior parte dos estados durante quase todo o primeiro trimestre;


A vacinação deve avançar nos próximos meses, com menos pressão de demanda (considerando que os EUA, por exemplo estão doando vacinas que sobraram para outros países), e é provável que o Brasil comece a produzir os insumos para a produção de vacina no segundo semestre.


Por outro lado, há três fatores de atenção:


Diferente de 2020, em 2021 a pressão da inflação é um sinal de alerta. A atualização do IPCA nos últimos cinco dias no boletim Focus indica que o mercado projeta a inflação no teto da meta 5,25%. A situação fiscal preocupa com um rombo previsto de R$ 247 bilhões em 2021. A situação de escassez de chuvas obriga a utilização da bandeira vermelha e não exclui um cenário mais crítico de crise hídrica.

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