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MINUTO DE ECONOMIA

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O que vai mexer com as expectativas nesta semana… No cenário doméstico: O evento mais importante da semana será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima quarta, 22. Na última semana foi especulado um aumento superior a 1 p.p. nesta reunião, entretanto, o Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto afirmou que o Banco Central não vai “mudar o plano de voo a cada dado”. Assim, é esperado que a taxa básica de juros passe de 5,25 para 6,25%. A Assembleia Geral da ONU ocorrerá na próxima semana. O discurso de Jair Bolsonaro está previsto para às 9 horas de terça-feira. Atenção especial deve ser dada às mudanças climáticas dado o problema de imagem do Brasil nesta área. Na sexta-feira será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) referente ao mês de setembro deste ano. A projeção da GO Associados é de 1,13%. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que na próxima semana será obtida uma solução para o problema dos precatórios. A questão se tornou tema pela possibilidade de inviabilizar um novo programa social. Para financiar este programa ainda em 2021 ontem foi assinado um decreto elevando a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras até o fim do ano. A expectativa do governo é de uma arrecadação adicional de R$ 2,14 bi. Segundo o Presidente da Câmara Arthur Lira o relatório da reforma administrativa deve ser votado na comissão especial na terça-feira e estará pronto para ir a plenário na quarta-feira. Dia 21, terça-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará o 3º Levantamento da Safra de Café 2021, a partir das 9h. Este Boletim será importante para análise da lavoura pós geadas, visto que, o último Boletim foi lançado em maio deste ano. No cenário internacional: O principal ponto de atenção no mercado internacional continua a ser a economia chinesa. Os dados de atividade de agosto vieram abaixo do esperado e a segunda maior incorporadora do mercado imobiliário da China, a Evergrande está em crise e próxima de dar calote a seus devedores, o que pode gerar um efeito cascata prejudicial a economia chinesa e mundial. O mercado financeiro chinês estará fechado na segunda e na terça para comemoração do festival de Outono. Outro ponto de atenção será a reunião do FOMC, na quarta. Há a expectativa de que ocorra a definição do início e do ritmo da diminuição de compras de títulos por parte do Banco Central do EUA. Além da decisão do FOMC, o Bank of England também terá reunião de política monetária na quinta, 23. Na quinta também ocorrerá a divulgação das prévias do Índice de Compras dos Gerentes (PMIs) de setembro para EUA e Europa. Atenção para o desempenho das economias desenvolvidas com o avanço da variante Delta.

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Prévia do PIB confirma ritmo da recuperação, mas variante delta e risco político e fiscal continuam pontos de atenção… O IBC-Br, indicador antecedente do PIB divulgado pelo Banco Central, 0,6% em julho contra junho. O resultado veio acima da projeção do mercado (0,4%) e um pouco abaixo da projeção da GO Associados 0,7%. O resultado mantém a projeção de expansão de 4,9% para o PIB de 2020. O crescimento acumulado em 12 meses é de 3,26%. 100=jan/2002 Para o segundo semestre, a expectativa é de continuidade da reabertura da economia, com impactos principalmente no setor de serviços. Em julho, por exemplo, o índice de mobilidade cresceu cerca de 7% na média móvel de 30 dias em relação a junho. Segmentos como o turismo e os serviços prestados às famílias devem contribuir para um resultado positivo, conforme divulgado ontem na Pesquisa Mensal dos serviços, que indicou um crescimento acima das expectativas para julho. Porém, há pontos relevantes de atenção: O agravamento da crise hídrica pode frear o crescimento agropecuário e industrial; O avanço da variante Delta pode gerar novas restrições, como tem ocorrido em países desenvolvidos; A instabilidade política e o risco fiscal em um ano pré-eleitoral inibem o investimento; Possível desaceleração do crescimento mundial, sobretudo da China, prejudicaria as exportações brasileiras.

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Vacinação acelerada ajuda recuperação de serviços. Mas é bom olhar para o mundo e não baixar a guarda… O volume de serviços cresceu 1,1% em julho comparado a junho, acima das expectativas do mercado, de 1,0% e da GO Associados, 0,6%. É a quarta alta consecutiva após a queda de março (-3,4%), causada pelo aperto das restrições sanitárias naquele mês. Os serviços prestados às famílias apresentaram alta de 3,8%. O setor inclui bares, restaurantes e outras atividades que sofreram durante o período de maior restrição. Entretanto, apesar da recuperação, o setor de serviços prestados às famílias ainda está 23,2% abaixo do nível pré-pandemia. O desempenho é heterogêneo entre os setores. Volume de serviços entre fevereiro de 2020 e julho de 2021 (%) Com a retomada das atividades presenciais, deverá ocorrer alguma substituição do consumo de produtos (varejo) por serviços. Por exemplo, o supermercado perde espaço para os restaurantes, bares, cinemas e eventos. A recuperação do setor depende do controle da pandemia e da flexibilização das restrições de mobilidade. Considerando o calendário de vacinação, a maior parte dos estados brasileiros deverá vacinar a população adulta com pelo menos uma dose da vacina até o fim deste mês. O avanço da vacinação impactou fortemente os índices de mobilidade em julho. A média móvel de 30 dias em relação ao patamar pré-pandemia cresceu 7 p.p.. Em agosto a mobilidade cresceu menos, o que deve desacelerar o crescimento de setores como o de serviços. Se confirmado o calendário de vacinação e mantida a eficiência da vacina diante das novas cepas, eventos importantes para o setor de serviços, como o Ano Novo e o Carnaval, devem em princípio ocorrer e ajudar o segmento a retomar as atividades completamente. Eventos presenciais importantes estão ocorrendo com o avanço da vacinação. No setor agro, por exemplo, está ocorrendo o maior festival rural do Mato Grosso do Sul, a Expoagro Digital (14 a 17/09) que terá parte do evento presencial e outra digital, com ofertas de R$1 bilhão de linhas de créditos para financiamentos para produtores rurais. No entanto, o avanço da variante Delta pelo Brasil é um ponto de atenção. Neste momento, observam-se países com elevadas taxas de imunização tendo que voltar a restringir suas atividades devido às altas nos números de casos. Nos EUA, o uso de máscaras voltou a ser exigido até mesmo aos plenamente vacinados.  No Reino Unido, foram fixadas novas restrições nos últimos meses. Por fim, Israel, o país mais avançado na vacinação com 80% de sua população imunizada, avalia a retomada de lockdowns para conter a nova onda de infecções.

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Comércio cresce 1,2% em julho refletindo aumento da mobilidade… O volume de vendas do varejo cresceu 1,2% em julho. A expectativa do mercado era de alta de 0,7% e da GO Associados de 0,4%. As vendas no varejo cresceram 5,9% no acumulado de 12 meses. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, apresentou uma alta acumulada de 8,4%. O comércio foi um dos responsáveis por atenuar a queda no PIB em 2020, com uma rápida adaptação e migração para vendas online. A recuperação da mobilidade em 2021 pode causar um efeito positivo, principalmente em alguns setores, como o de tecido e vestuário que no início do ano estava 20% abaixo do nível pré-pandemia e agora está cerca de 6%. Em julho cresceu 2,8%. Segundo dados do Google Mobility, a mobilidade do varejo, supermercados e farmácias vem apresentando forte recuperação desde meados de abril. Entre o fim de junho e o fim de julho a média móvel de 30 dias cresceu 7 p.p. O aumento de mobilidade deve ser particularmente importante para o setor de serviços. O dado do setor para o mês de julho será publicado na próxima terça (14). A projeção da GO Associados é de crescimento de 0,6%. A reabertura e a retomada das atividades presenciais podem contribuir para que o resultado das vendas no varejo seja positivo. A expectativa é que a data mais importante para o setor no ano, o Natal, ocorra com a pandemia já controlada. Entretanto, o desemprego persistente e a inflação próxima de dois dígitos são fatores de atenção. Vendas no varejo de julho (%) O que vai mexer com as expectativas na próxima semana… No cenário doméstico: Embora a carta divulgada pelo Presidente Bolsonaro tenha desanuviado o ambiente, na próxima semana o clima político deve continuar a ser o principal ponto de atenção. Na Câmara dos Deputados a reforma administrativa deverá ser apreciada pela Comissão Especial da PEC nos dias 14 e 15. Deve avançar a segunda etapa da reforma tributária, com a unificação de impostos (PIS e Cofins) em um novo imposto, a CBS (Contribuição de Bens e Serviços). Importante observar se o grau de tensão política freará a velocidade das reformas na Câmara. O Senado deve retomar o trabalho na terça. São previstos dois dos depoimentos mais aguardados para a CPI, o de Marcos Tolentino da Silva e de Marconny Albernaz de Faria. Os dois depoimentos têm ligação com o caso de compra da vacina Covaxin. A questão dos precatórios será ponto de atenção. Esta despesa, que saltou de cerca de R$ 40 bi de acordo com a média histórica para R$ 90 bi em 2022, existem dois caminhos de resolução até o momento: (i) acordo com CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para que em 2022 sejam pagos apenas R$ 39,2 bi de precatórios; e (ii) a PEC 23/21 que autoriza o parcelamento de precatórios. aqueles com valor acima de 60 mil salários-mínimos, ou R$ 66 milhões atualmente, poderão ser quitados com entrada de 15% e nove parcelas anuais. A questão dos precatórios é o principal entrave para a reformulação do Bolsa Família planejada pelo governo Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento sobre a tese do marco temporal após o relator, Edson Fachin, votar pela derrubada da tese. O julgamento será retomado com o voto do ministro Nunes Marques. Na quarta, 15, o Banco Central divulgará o índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). A projeção da GO Associados é de uma alta de 0,7% na comparação mensal. Na terça-feira, dia 14, será publicado a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de julho. Em junho os serviços atingiram o maior nível em cinco anos. Com o avanço da vacinação e aumento da mobilidade, o setor de serviços deve continuar a crescer. No dia 16, quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá divulgar o 9º Levantamento Hortigranjeiro Prohort 2021. O Boletim analisa a venda das principais hortaliças e frutas que apresentam uma maior representatividade na comercialização efetuada nas Centrais de Abastecimento e que possuem maior peso no cálculo do IPCA. No cenário internacional: Na terça-feira será divulgado a inflação ao consumidor do mês de agosto para os EUA. O CPI acumula alta de 5,4% em 12 meses. Na noite do mesmo dia, a China anuncia os dados de atividade para o mês de agosto. Em julho, os dados de varejo e indústria vieram abaixo do esperado, levantando preocupações sobre uma possível desaceleração da economia chinesa. Por fim, na quinta, será a vez dos EUA divulgar os dados de atividade para agosto. Em julho, o varejo caiu 1,1% tendo como principal destaque o desempenho ruim do setor de automóveis. Quinta-feira, dia 15, os EUA divulgarão a Produção Industrial do mês de agosto. Em julho, o desempenho foi melhor do que o previsto por analistas.

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Alta dos combustíveis faz inflação chegar próximo de dois dígitos… O IPCA de agosto registrou alta de 0,87%, acima da expectativa da GO Associados (0,74%) e do mercado (0,71%), constituindo a maior variação para agosto desde 2000. No acumulado de 12 meses até julho, o IPCA variou 9,68%. A inflação acumulada em 2021 até julho foi de 5,86%, superando, em apenas oito meses, a meta para 2021 (5,25%). A GO Associados atualizou sua projeção do IPCA para 2021, de 7,3% para 7,6%. Concorreram para a mudança a perspectiva de um câmbio em patamar mais alto pelo restante do ano e a confirmação da bandeira de escassez hídrica. O grupo transportes foi responsável pela maior alta (1,46%). O preço dos combustíveis chegou a 2,96%. O item alimentação e bebidas apresentou a segunda maior alta, 1,39%. A alimentação em domicílio, 1,63%, foi impulsionada pelo preço dos alimentos, como batata-inglesa, 19,91% e café moído, 7,51%. Já a alimentação fora do domicílio, 0,76%, deve contribuir ainda mais para a inflação nos próximos meses, dada a retomada de atividades em bares e restaurantes. O grupo habitação, e em especial a conta de luz, tiveram um impacto menor em agosto. Entretanto, isso não deve ocorrer em setembro, quando passa a vigorar a bandeira de escassez hídrica, 14,20 a cada 100kWh, a GO Associados estima que o impacto da mudança de bandeira tarifária será de aproximadamente 0,4 p.p.. Ainda no setor de habitação, o gás de cozinha (2,40%) e o gás encanado (2,70%) também contribuíram para o resultado da inflação. O governo federal editou uma Medida Provisória em março que zerou os impostos federais (PIS/Confins) sobre o botijão de gás. No entanto, tal providência não foi suficiente para a redução do preço do botijão, já que outros fatores são mais importantes, como o câmbio e o preço do petróleo no mercado internacional. O preço do gás é formado com base no mercado internacional e, portanto, sofre pressão do dólar, que tem ficado acima dos R$5 em razão da instabilidade política no Brasil. No acumulado de 12 meses o preço do botijão de gás disparou 31,70%, mais de três vezes acima do índice de inflação. Preço médio e composição do preço do botijão de gás no Brasil O câmbio é atualmente o principal fator de pressão para alguns itens da inflação, como o gás de cozinha e os combustíveis. Outros fatores, como a crise hídrica e a retomada do setor de serviços também pressionam o ritmo de aumento dos preços. Os seguintes itens podem influenciar a inflação dos próximos meses: o avanço da vacinação, que incentiva a retomada dos serviços; a instabilidade política, que pressiona o câmbio; e As geadas e o frio extremo em regiões produtoras de alimentos, somadas com a crise hídrica podem prejudicar a produção e pressionar os preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou hoje o 11º levantamento de grãos da safra 2020/2021. A projeção do volume de produção de grãos é de 254 milhões de toneladas, uma redução de 6,8 milhões de toneladas com relação ao levantamento de julho e de 3 milhões comparado a safra de 2019/2020. Um novo risco inflacionário é o movimento dos caminhoneiros, cuja força e abrangência ainda são incertos. Em 2018 a greve dos caminhoneiros, que ocorreu no fim de maio, causou um salto nos preços captado no IPCA de junho. A projeção do IPCA de junho era de 0,22% em abril daquele ano contra um resultado de 1,26%. O impacto da atividade medida pelo PIB foi mais permanente: a mediana das projeções de crescimento do PIB antes em abril de 2018 era 2,8% contra um resultado de apenas 1,8%.

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7 de setembro piora as expectativas econômicas e turva o cenário para 2022… O feriado de 7 de setembro foi marcado por manifestações expressivas em apoio ao Presidente Bolsonaro. O caráter massivo e pacífico do evento representou uma demonstração de força do presidente. O problema residiu no teor do discurso que subiu muito além do razoável o tom de confronto com o Supremo Tribunal Federal, principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes. A leitura do mercado é de que isso é ruim para a economia, aumentando a incerteza e dificultando ainda mais o andamento das reformas e de projetos importantes. A questão dos precatórios, em especial, deve ser inviabilizada com o aumento da tensão política. Nas últimas semanas estava sendo discutido um acordo sobre o pagamento de R$ 89,1 bilhões de precatórios no próximo ano, de forma a viabilizar o aumento do benefício médio do Programa Bolsa Família. Além da questão dos precatórias, outras reformas estruturantes como a tributária e a administrativa devem enfrentar uma tramitação mais difícil. Isto afasta investidores, principalmente internacionais. Não por acaso no momento em que este Minuto de Economia é escrito, a bolsa cai quase 3%, a 114 mil pontos, e o dólar apresenta alta de mais de 2,5%, superando a barreira dos R$ 5,30. Estes movimentos podem se intensificar caso não ocorra um arrefecimento das tensões. O dólar mais alto, em especial, tem efeitos em diversos preços da economia, principalmente sobre o preço da gasolina, um dos pontos de conflito entre o Presidente e governadores. O prazo apertado até as eleições torna difícil a abertura de um processo de impeachment. Entretanto, aumentou a pressão o que torna o presidente ainda mais dependente de sua base parlamentar.

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Consórcio liderado pela Equatorial vence leilão de concessão de saneamento do Amapá. Investimentos previstos são de R$ 3 bi… A empresa Equatorial Participações e Investimentos venceu, nesta quinta-feira (02/09) o leilão de concessão dos serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto e gestão comercial dos usuários nas áreas urbanas dos 16 municípios do Amapá. A companhia apresentou um valor de desconto de tarifa de 20% e um valor de outorga de R$ 930,8 milhões, representando um ágio de mais de 1.760%. Além desse montante, o edital diz que a empresa terá que fazer um pagamento adicional ao Estado, equivalente ao ágio oferecido. O valor extra chega a R$ 880 milhões, já que a outorga mínima era R$ 50 milhões. O investimento previsto é de R$ 3 bilhões ao longo do contrato. O leilão foi o primeiro no setor a realizar uma concessão plena em todo o estado. O Quadro 1 apresenta os lances das demais participantes. Foi a primeira vez que o critério de decisão levou em consideração dois aspectos conjugados: tanto o desconto sobre a tarifa (que deveria obedecer a um máximo de 20%) bem como um valor mínimo de outorga (de R$ 50 milhões). O Consórcio Saneamento Amapá foi desclassificado por apresentar um valor de outorga de R$ 800.000,00. Quadro 1: Participantes e valores apresentados O projeto de concessão, pelo prazo de 35 anos, atenderá 742 mil pessoas, o que corresponde a 89% da população do Estado. De acordo com o edital, as seguintes as metas de universalização de cobertura devem serem cumpridas pelo operador privado: água: de 38% para 99% da população da área do projeto, entre o 4º e o 11º ano da concessão, dependendo do município; esgoto: de 7% para 90% da população da área do projeto, entre o 16º e o 17º ano da concessão, dependendo do município. Em junho deste ano, a Equatorial venceu o leilão de privatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). A privatização da companhia controlada pelo governo do Amapá também foi conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a participação dos ministérios de Minas e Energia e da Economia. A CEA foi arrematada pelo valor simbólico aproximado de R$ 50 mil, mas a Equatorial ficou encarregada de realizar um aporte de capital de R$ 400 milhões, bem como de realizar investimentos da ordem de R$ 500 milhões nos primeiros cinco anos da concessão.

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Escassez de matéria prima e da crise hídrica derrubam produção Industrial pelo segundo mês consecutivo… • A Produção industrial caiu em julho 1,3%, resultado melhor do que a expectativa de queda do mercado, 1,8% e pior do que a projeção da GO Associados, queda de 0,47%. O único setor que cresceu entre junho e maio foi o de bens de capital (1,4%). • A indústria após uma forte recuperação para a reposição de estoques sofre em 2021 com a falta de matérias-primas. O índice de julho é 2% menor do que o pré-pandemia e 5% maior em comparação a janeiro de 2021. • Dentre as grandes categorias econômicas apenas bens de capital (0,3%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,2%) apresentaram crescimento. Desempenho da indústria julho/junho 2021 Fonte: Pesquisa Industrial Mensal – IBGE. A indústria teve uma recuperação rápida após o grande tombo entre março e abril de 2020. Entretanto, para 2021 há alguns pontos de atenção, como o agravamento da crise hídrica, com impactos no custo da energia, além da falta de insumos e a volatilidade do câmbio.
• A alta do preço das commodities no mercado internacional foi potencializada pela alta do Dólar em relação ao Real. Os impactos dessas variáveis para o custo ao produtor também têm sido apontados como um dos grandes problemas para a indústria.
• O problema da falta de insumos não é uma exclusividade do Brasil. Trata-se de um problema mundial. O risco inerente às cadeias globais de produção cresce exponencialmente com a sua complexidade, que tem aumentado sensivelmente. Adicionalmente, os estoques reduziram-se estruturalmente com a adoção do sistema just-in-time.
• A conjunção desses fatores com a pausa simultânea dos mercados internacionais imposta pela pandemia de Covid-19 gerou a tempestade perfeita para uma disrupção das cadeias globais de produção.
• A indústria junto ao setor agro, lideraram a retomada do crescimento, após o impacto dos primeiros meses de pandemia. Na atualidade, a desorganização das cadeias produtivas e os problemas climáticos, indicam que estes setores devem sofrer mais do que o setor de comércio e serviços. Reforma tributária é bem-vinda, desde que seja bem-feita… • A Câmara dos Deputados aprovou, por 398 a 77, a reforma no Imposto de Renda, que faz parte da estratégia do governo de aprovar uma ampla reforma tributária em partes.
• Para as pessoas físicas, o projeto aumenta a margem de isenção de R$1,9 mil para R$2,5 mil, além de aumentar as outras faixas do IR também.
• A expectativa do governo é de um aumento de 10,7 para 16,3 milhões de pessoas isentas de pagar o IR.
• Para as empresas, o principal destaque no projeto é a redução de 15% para 8% na alíquota e um corte de 1 p.p. na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
• A contrapartida para os impactos na arrecadação vem da criação de um imposto sobre lucros e dividendos para as empresas que faturam acima de R$4,8 milhões e o fim da dedutibilidade dos Juros sobre Capital Próprio (JCP).
• Outras contrapartidas são a isenção de IR sobre auxílio-moradia de agentes públicos; o fim do crédito presumido aos produtores e importadores de medicamentos; a redução para zero das alíquotas de determinados produtos químicos e farmacêuticos; e a desoneração para termelétricas a gás natural e carvão mineral.
• O projeto, que agora segue para o Senado, deve enfrentar resistência, há uma estimativa de perdas de arrecadação de impostos dos estados e municípios. As perdas foram estimadas em R$11 bilhões (R$9,5 bilhões para os estados e 1,5 bilhões para os municípios).
• A reforma tributária é bem-vinda, mas deve ser feita considerando os impactos de na arrecadação em um momento de situação fiscal delicada. Medidas populistas, podem prejudicar a economia e os efeitos positivos podem ser minimizados pelos impactos negativos de medidas que não sejam consistentes com uma reforma mais ampla e simplificadora da estrutura tributária.

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Frustração com o PIB reflete problemas de demanda e oferta: economia deve crescer menos de 5% em 2021… A queda do PIB no 2º trimestre de 2021 de -0,1% em relação ao 1º trimestre de 2021 veio pior do que a projeção da GO Associados, 0,3% e do mercado, de 0,2%. O resultado foi puxado pelo desempenho do agronegócio, apresentando uma maior queda, (-2,8%) e da indústria (-0,2%). O resultado da agricultura pode ser explicado por problemas com geadas e escassez hídrica que afetam as principais culturas, como café, milho e cana-de-açúcar. No caso da indústria, o resultado pode ser explicado pela falta e pelo aumento do custo de matéria-prima que tem afetado o setor. O desemprenho ruim do 2º tri. abre a possibilidade de que o país entre em recessão técnica, quando o PIB recua por dois trimestres seguidos. O cenário do 3º trimestre é desafiador, com a crise hídrica sendo um risco tanto para a agricultura quanto para a indústria através do aumento do custo da energia. O setor de serviços (0,7%) apresentou resultado positivo, entretanto, é o único setor que ainda está em processo de recuperação. O resultado do 2º tri/21 foi 0,9% menor do que o do 4º tri/19. A taxa de investimento foi de 18,2% do PIB, abaixo do trimestre anterior (19,4%). A taxa de poupança foi de 20,6%. Apesar da queda, mesmo se os próximos dois trimestres do ano forem de crescimento zero, o carregamento estatístico fará com que o PIB de 2021 ainda seja próximo 5%. A GO Associados revisou de 5,5% para 4,9% a projeção de crescimento do PIB em 2021 com base nos novos resultados. Com o resultado, a economia permanece próxima ao patamar pré-pandemia. Mas cerca de 3% abaixo do maior valor da série iniciada em 1995, que ocorreu no primeiro trimestre de 2014. Nestes sete anos entre o pico do PIB e a divulgação de hoje enquanto a Agropecuária cresceu 18,3%, a Indústria caiu 10,1%. O setor de serviços, por sua vez, caiu 1,8%. O avanço da vacinação traz a expectativa de melhora para o setor de comércio, e principalmente, serviços. Entretanto, outros problemas novos e antigos prejudicam uma retomada mais rápida da economia. Há cinco fatores de atenção: O setor agropecuário, que foi pouco afetado pela pandemia, agora sofre com os problemas climáticos, como a crise hídrica e as geadas que prejudicaram as principais culturas. A situação de escassez de chuvas obriga a utilização da bandeira vermelha nível II e agora a taxa de escassez hídrica e não exclui um cenário mais crítico de crise hídrica e com reflexo sobre a inflação. Diferente de 2020, em 2021 a pressão da inflação é um sinal de alerta, retirando a margem de política monetária expansionista promovida em 2020. O boletim Focus indica que o mercado projeta a inflação acima do teto da meta (7,27%). A situação fiscal preocupa com um rombo previsto de R$ 247 bilhões em 2021 e sem cenários de reformas estruturais. A instabilidade política também é um ponto de atenção. O confronto entre os poderes da República alimenta incertezas e tem impactos negativos no câmbio, afastando os investidores.

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Avanço da vacinação faz com que o mercado de trabalho consiga absorver quem está voltando a procurar emprego e derruba a taxa no primeiro trimestre para 14,1%… A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em junho caiu para 14,6%, ante 14,1% em maio. A queda foi superior às expectativas do mercado (14,4%) e da GO Associados (14,5%). Essa queda se dá, principalmente, pelo aumento da ocupação gerado por atividades relacionadas à alojamento e alimentação (9,1%), serviços domésticos (4%), construção (5,7%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%). O ritmo de crescimento de pessoas ocupadas cresceu 2,5% enquanto a queda da população fora da força de trabalho foi menor, 2,1%. A taxa de subutilização (desemprego+desalento+suocupação) segue elevada, registrando 28,3%. A taxa de participação, que chegou a cair 7 p.p. no auge da pandemia, continua o processo de recuperação chegando a 57,7% no 2º trimestre. Ainda distante do nível pré-pandemia, aproximadamente 61%. A taxa real de desemprego calculada pela GO Associados caiu um ponto percentual, de 21,2% no trimestre encerrado em maio, para 20,2%. Neste cálculo o nível de participação da força de trabalho é mantido constante em relação à população acima de 14 anos com base nos dados de 2019. Dessa forma, o crescimento da força de trabalho reflete o crescimento populacional ponderado por uma taxa de participação “normal” no mercado de trabalho. Taxa real de desemprego é maior do que o número oficial Reajuste na conta de luz terá impacto de 0,48 pontos percentuais no IPCA… A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve anunciar em breve um aumento na bandeira vermelha II. A recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico à Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), criada para tratar da crise hídrica, é que a bandeira vermelha II passe de R$9,49 para R$14,20 a cada 100 kWh consumidos. Isso teria um impacto adicional sobre a inflação de 0,48 p.p. Segundo o IPCA, a energia elétrica aumentou 9,41% no acumulado de 2021. Nos últimos 12 meses a alta é ainda maior, de 20,1%. O novo reajuste na bandeira vermelha 2 teria um impacto de 11,3% no valor da conta de luz e de 0,48 p.p. no índice oficial de inflação. O IPCA acumulado em 12 meses, 8,99%, está acima do teto da meta de inflação, 5,25%, e quase o triplo do centro da meta (3,75%). Para atenuar os impactos da crise hídrica atual e evitar crises futuras é preciso que o governo adote medidas de curto, médio e longo prazo. A GO Associados propõe a adoção de dez medidas que podem contribuir para isto:

MINUTO AGRO

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Brasil deve continuar sendo o maior produtor mundial de soja em 2022… O mercado brasileiro de soja continua a mostrar sua tendência de crescimento. Com relação a safra passada, 2020/21 mostrou um aumento de área de 4,3%, de produtividade 4,5% e de produção 8,9% em relação a safra anterior. Ou seja, 38,5 milhões de ha plantados, 3,5 ton/ha de produtivade e 136 milhões de toneladas produzidas. Segundo a Conab, projeta-se para safra 2021/22 um aumento de área plantada para 39,91 milhões de ha plantados, um acréscimo de 3,6%. As justificativas para esse aumento estão em função do câmbio atrativo, boa rentabilidade em 2021 e expectativas positivas para 2022, além dos preços internacionais elevados em 2021. A respeito da produtividade, apesar de ser estimado um pequeno aumento de 0,29% com relação a safra 2020/21, considera-se este percentual de extrema importância em virtude de toda tecnologia aplicada no campo. Com isso, a estimativa de produção para a safra de 2021/22 é de 141,26 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% com relação a safra passada. As estimativas de produção realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não diferem tanto das feitas pela Conab. O Departamento projeta uma produção de soja para o Brasil de 144 milhões de toneladas para safra 2021/22, destacando o país como principal produtor mundial de soja, seguido dos EUA. Com relação a produção mundial, o USDA prevê um aumento de 6,04% para a safra 2021/22, totalizando 385,52 milhões de toneladas. Ainda, tem-se a China como maior importadora global de soja, responsável por 64% de todas as importações mundiais. Em segundo lugar vem a União Europeia com 9,22% das importações mundiais.

MINUTO DE ECONOMIA

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O que vai mexer com as expectativas na próxima semana… No cenário doméstico: O principal evento da próxima semana será a divulgação do PIB do segundo trimestre, na quarta-feira, dia 1 de setembro. A projeção da GO Associados é de crescimento de 0,27%. Para 2021, a projeção é 5,5%. Na próxima semana deve ser publicada a diretriz para o programa de incentivo a redução de consumo dos grandes consumidores de energia elétrica. E hoje a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve anunciar um reajuste na bandeira vermelha dois das contas de luz, o valor adicional que hoje é de R$9,49 deve passar para até R$20. O prazo para o governo apresentar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) é 31 de agosto. A expectativa é de que o governo apresente na LOA o projeto de substituição do bolsa família, chamado de Auxílio Brasil. A polêmica em torno do projeto é saber de onde virá o dinheiro para financiar o aumento do benefício pago as famílias, que hoje é de R$189 e o governo deseja subir para R$300. Os gastos com o Bolsa Família são em média de R$30 bilhões; a expectativa é de que o reajuste signifique um aumento para algo em torno de R$56 bilhões. A tensão entre os poderes da República pode ter um novo capítulo, com a expectativa de uma reunião entre os líderes do Congresso, o Presidente da República e o Presidente do STF. É possível que a reforma administrativa avance. O Presidente Arthur Lira (Progressistas-AL) desistiu de pautar a reforma do imposto de renda e deve centrar esforços na reforma administrativa. O deputado Arthur Maia (DEM-BA) deve entregar seu relatório à Comissão Especial da proposta na próxima semana. A taxa de desemprego de junho deverá ser divulgada na terça-feira, dia 31. A projeção da GO Associados é de uma pequena queda para 14,5% contra 14,6% apurado no trimestre encerrado em maio. A produção industrial de julho será divulgada na quinta-feira. O resultado do primeiro indicador antecedente do segundo trimestre deve ser de queda de 0,47%, segundo a projeção da GO Associados. Isto é parcialmente explicado por uma dificuldade da indústria para ter acesso as matérias-primas. O IGP-M de agosto será divulgado na segunda, dia 30. A projeção da GO Associados é de uma alta de 0,60%, uma desaceleração em relação ao apurado em julho, 0,78%. No cenário internacional: O principal assunto do cenário internacional deve continuar a atrair atenção a postura do FED em relação a inflação. Em sua fala em Jackson Hole, o Presidente J. Powell não anunciou uma redução no ritmo de compras de títulos pelo FED, além de ressaltar que uma futura redução não é sinal de elevação da taxa de juros. O mercado reagiu bem a este discurso, com as bolsas nacionais e internacionais acelerando a alta e o dólar caindo. O prazo para retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão é 31 de agosto. Após o atentado no aeroporto de Cabul, que resultou em 60 mortes, entre elas soldados dos EUA. O atentado reivindicado pelo Estado Islâmico, deve aumentar a pressão e as críticas à condução da retirada das tropas pelo governo Joe Biden. Os dados de emprego dos EUA para o mês de agosto serão divulgados na próxima semana. Os números do setor privado serão divulgados na quarta, dia 1º enquanto a taxa de desemprego será divulgada na sexta, dia 3. Importante indicador para os próximos passos da política monetária. A taxa de desemprego, que chegou a 14,7% no início da pandemia, está em 5,2%. O patamar pré-pandemia era próximo de 4%. O Índice de Compras dos Gerentes (PMI) de agosto será divulgado na segunda à noite para a China. Para os demais países o PMI industrial será divulgado na quarta enquanto o de serviços na sexta.