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MINUTO DE ECONOMIA

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Privatização a qualquer custo pode sair caro para a economia brasileira… A aprovação da Medida Provisória 1.030, que abre caminho para a privatização da Eletrobrás, não cumpre aquilo que é esperado de uma privatização: buscar eficiência e estimular a concorrência e o aumento de investimento. As modificações que a MP sofreu nas três votações (duas na Câmara e uma no Senado) incluíram no projeto alguns “jabutis”. O Quadro sumaria os principais pontos da MP. Nos termos em que foi aprovada, exigências como a contratação de energia de usinas termoelétricas e de PCHs podem encarecer a conta de luz. A MP, convertida em lei, agora vai à sanção presidencial. A iniciativa de privatizar a Eletrobrás é bem-vinda. Porém, as distorções introduzidas ao longo do processo legislativo comprometem o potencial da privatização de elevar o nível de governança da empresa e de atrair e orientar os investimentos de acordo com critérios de eficiência econômica. Em relação a um possível risco de concentração de mercado, é importante dizer que a operação terá que ser aprovada pelo CADE que deve determinar ações, como venda de determinados ativos de forma a afastar riscos concorrenciais nos mercados relevantes envolvidos aumentar a concorrência no setor. Ata do Copom indica que aumento de 1 p.p. na Selic foi discutido na última reunião… A ata publicada hoje indicou que houve discussão para um aumento maior, de 1 ponto percentual, na última reunião (16 de junho) do COPOM. Entretanto, a decisão foi de seguir pelo atual ritmo de altas, de 0,75 p.p. e abrir a possibilidade de um aumento maior para a reunião de 4 de agosto. O cenário tomado como base para a decisão (IPCA em 5,8% em 2021 e 3,5% em 2022, com Selic em 6,25% em 2021 e 6,50% em 2022) se torna cada vez mais arriscado.

PODCAST - MINUTO DE ECONOMIA

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MINUTO DE ECONOMIA

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O que vai mexer com as expectativas na próxima semana… No cenário doméstico: O principal assunto da próxima semana será a MP da Eletrobrás, MP 1031/21, que foi aprovada ontem no Senado e deve ser votada na Câmara novamente na próxima segunda (21), um dia antes da caducidade da MP. O texto aprovado pelo Senado piora a peça que veio com tópicos polêmicos da Câmara. A presença de “jabutis” estranhos à matéria original, ineficientes e que abre espaço para judicialização. O teor da MP virou uma contradição em termos. Determina uma privatização que em princípio deveria destravar os investimentos no setor mediante a participação do setor privado. No entanto, introduz uma série de distorções intervencionistas que na prática podem até mesmo agravar a ineficiência do segmento. Outra privatização no setor elétrico chamará atenção: o leilão da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) que ocorrerá na próxima sexta (25). O valor mínimo será de apenas R$ 50 mil. Entretanto, o vencedor terá de aplicar R$ 400 milhões imediatamente, sendo R$ 250 milhões para pagamento de credores e R$ 150 milhões para reforço no capital da empresa, visando melhorias do serviço. Segundo o BNDES, as dívidas da CEA somam mais de R$ 1 bilhão. A MP do ambiente de negócios (MP 1.040) e da desburocratização, também deverá ser votada na próxima semana na Câmara, segundo Arthur Lira (PP-AL). Lira também anunciou a votação do PLP 16/21, que unifica em todo o País as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre combustíveis. Entretanto, o texto deve ser desidratado de forma a se limitar à obrigatoriedade de constar na nota fiscal a parte do preço pago pelo consumidor decorrente do imposto. Na sexta (25), será divulgado o IPCA-15 de junho. A projeção da GO Associados é de 0,65%. Na terça (22), será divulgada a ata do Copom (16). Esperam-se maiores detalhes sobre a decisão da última quarta de elevar a taxa Selic de 3,5% para 4,25% e a mudança de avaliação de uma “normalização parcial” para “normalização da taxa de juros para patamar neutro”, no cenário básico. Na quinta (24), será publicado o Relatório Trimestral de Inflação do 2T21, que deve detalhar o cenário básico do Banco Central, ajudando a entender os rumos da política de taxa de juros. No cenário internacional: A principal divulgação será o PCE de maio, na sexta (25). O índice, que mede os preços das despesas de consumo pessoal nos EUA, é a métrica de inflação que o FED mais acompanha. Resultados acima das expectativas podem causar volatilidade no mercado com o medo de uma alta de juros no EUA mais cedo do que o esperado e consequências para as bolsas internacionais e nacional. Na quarta (23), ocorrerá a divulgação da prévia dos Índices de Compras dos Gerentes de junho para EUA, União Europeia e Reino Unido. O avanço da vacinação deve continuar a impulsionar a atividade globalmente. Na quinta (24), ocorre a reunião de política monetária do Bank of England. A economia na próxima semana… O que acertamos e o que erramos…

BOLETIM FOCUS E EXPECTATIVAS DA SEMANA

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MINUTO DE ECONOMIA

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Copom eleva taxa de juros a 4,25% e indica que Selic deve chegar pelo menos a 5% na reunião de agosto… Confirmando as expectativas, o Copom aumentou a Taxa Selic de 3,5% para 4,25% nesta quarta-feira. A projeção do Boletim Focus é que a Selic termine o ano em 6,25%, mas é provável que a ocorram revisões altistas pelo mercado. Além disso, o Copom indicou que aumentará a taxa de juros até um nível considerado “neutro” para a atividade econômica. Há duas razões principais: A inflação acumulada em 12 meses é de 8,03% e as expectativas do IPCA para 2021 passaram de 5,04% para 5,82%, acima do teto da meta de 5,25%. Crescimento do PIB do 1º trimestre de 2021 de 1,2% em relação ao 4º trimestre de 2020, também acima do consenso do mercado, 0,9%. A expectativa de crescimento do PIB para 2021 passou de 3,17% para 4,85%. A GO Associados ajustou sua projeção de 4,00% para 5,50%. Este cenário de maior inflação para 2021 está contaminando as expectativas do IPCA para 2022, 3,78%, acima do centro da meta, de 3,50%. Metas de inflação e expectativas para IPCA e taxa Selic Para a próxima reunião, que ocorrerá no dia 4 de agosto, o Copom indicou outro aumento de 0,75 p.p.. Entretanto o comunicado deixa aberta a possibilidade de um aumento superior caso seja divulgada uma inflação acima do esperado. Alguns pontos de atenção para a evolução da inflação nos próximos meses: O agravamento da crise hídrica, que tende a pressionar ainda mais a conta de luz e ameaça a produção de bens industriais, caso racionamentos venham a ocorrer. O risco político e fiscal, que afeta fortemente a taxa de câmbio e pode reverter a valorização recente (de próximo dos R$ 6,00 por dólar para cerca de R$ 5,10). A evolução da pandemia. Com a retomada das atividades presenciais, tende-se a acelerar a recuperação econômica e pressionar a inflação, principalmente de serviços. Os preços internacionais das commodities, cuja trajetória recente de arrefecimento reduz a pressão sobre os custos de insumos.

1° ENCONTRO PORTO E MAR 2021

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A vacina é a forma mais eficiente de recuperar a economia… O governo prevê gastar R$22,29 bilhões com a aquisição de vacinas. O valor é menor que a previsão de gastos com esta última rodada do auxílio emergencial. E muito menor do que todas as outras rodadas do
auxílio. Considerando o estudo do ministério da Economia que calculou um impacto de 0,13 p.p. no PIB para cada 10% da população vacinada e o custo médio das duas vacinas mais aplicadas no Brasil (CoronaVac – R$58,20 e AstraZeneca R$17,28), o custo médio para a vacinação aumentar o PIB em 0,13 p.p. no PIB é de R$1,6 bilhão. O governo prepara uma nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial. Em 2020 foram gastos R$293,11 bilhões dos R$322 bilhões previstos para nove rodadas do auxílio, que contribuiu para um resultado do PIB melhor do que o projetado no início da pandemia. Em 2021, o pagamento do auxílio começou em abril em valores menores do que 2020 e previa inicialmente o pagamento de quatro parcelas que variam de R$150 a R$375. Para aprovar esta rodada o governo precisou de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), já que o orçamento de 2021 ainda não havia sido aprovado. Para a nova rodada do auxílio, o governo planeja gastar mais R$20 bilhões que devem ser liberados pela edição de uma MP de crédito extraordinário. A meta primária não deve ser alterada dos atuais R$ 247 bilhões de déficit. Considerando as novas informações disponíveis, a projeção da GO Associados passou para um déficit de R$150 bilhões em 2021 contra R$ 187 bilhões segundo o número do governo. Com isso, a ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia de Covid-19 será estendida até outubro, nos mesmos valores de R$ 150 a R$ 375 e com igual alcance em termos de público. Hoje, o auxílio contempla cerca de 39,1 milhões de brasileiros. A prorrogação do auxílio deve aumentar a possibilidade de implementação do sucessor do Bolsa Família. Isto porque as famílias contempladas pelo Bolsa são “transferidas” para a folha do auxílio durante vigência, poupando o orçamento do programa. A atual “sobra” do Bolsa Família dentro do teto é de aproximadamente R$ 7 bilhões e deve ficar maior com a extensão da ajuda temporária aos vulneráveis. Esta sobra deve turbinar o novo programa social, que deverá ser lançado este ano ou será engavetado, dado que 2022 é ano de eleição. A questão que permanece é se o gasto previsto para este programa caberá no teto em 2022.

Lançamento do livro Nem negacionismo Nem apocalipse

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Perdas de Água Potável: Desafios para Disponibilidade Hídrica

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DIVULGAÇÃO DA PRÉVIA DO PIB E EXPECTATIVAS DA SEMANA

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Inflação dos EUA vem acima do esperado chegando a 5% em 12 meses. Reforço para aumento dos juros e do dólar no Brasil… Hoje foi divulgado o Consumer Price Index (CPI) de maio que veio acima do esperado pelo mercado (0,6% x 0,4% esperado). Nos últimos doze meses o índice acumula alta de 5%, acima das expectativas de 4,7% e da leitura de abril de 4,2%. É o maior valor para o acumulado em 12 meses desde agosto de 2008. A categoria ligada aos preços dos imóveis representa 30% do CPI. Este item tem apresentado forte pressão nos últimos meses, reduzindo o espaço para uma possível desaceleração do CPI no curto prazo. Esta nova divulgação acima do esperado deve reacender o debate sobre a elevação da taxa de juros no EUA. Isto tem três impactos sobre a economia brasileira: Cria pressão sobre o câmbio. A expectativa de aumento na taxa de juros pode voltar a desvalorizar o Real, que valorizou no último mês. No início de abril o dólar estava na casa de R$ 5,30 e hoje é negociado pouco acima de R$ 5,05. Como reação a uma possível elevação na taxa de juros dos EUA, o Banco Central pode continuar a aumentar a Selic para conter tanto o avanço da inflação quanto do câmbio. Por fim, um aumento na taxa de juros internacionais e nacionais afeta negativamente o mercado de ações.

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Conta de luz faz inflação dos últimos 12 meses superar 8% em maio; Copom deve elevar a taxa Selic na próxima reunião de 15/16 deste mês… O IPCA de maio registrou alta de 0,83%, acima da expectativa do mercado (0,71%). O resultado é o maior para o mês de maio desde 1996. No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA variou 8,06%, acima do teto da meta para 2021 (5,25%). Nos cinco primeiros meses do ano a inflação acumulada atingiu 3,22%. Como a economia está crescendo acima das expectativas e a inflação está acima do teto da meta e da projeção publicada na última reunião, o Copom deve retirar a indicação sobre o ajuste parcial e sinalizar uma normalização completa da política monetária. A projeção da GO Associados é que a Selic termine 2021 em 6,75%. O grupo habitação foi responsável pela maior alta, 1,78%. A energia elétrica havia ficado 0,04% mais barata em abril. A bandeira vermelha 1 que passou a vigorar desde o dia 1º de maio, encarecendo a conta de luz, algo que será agravado com o nível 2 que passou a vigorar a partir de junho. Os combustíveis que haviam dado uma trégua em abril, voltaram a acelerar em maio. A gasolina avançou 2,84% em maio contra uma queda de 0,44% em abril. IPCA de maio por categoria (%) Na próxima semana o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá sobre a nova taxa básica de juros. Na ata da última reunião o Copom indicou que haveria um aumento de 0,75 p.p. na reunião dos dias 15 e 16 de junho. Se confirmado este aumento, a Selic passará de 3,5% para 4,25% ao ano. A provável elevação dos juros pelo Copom responde a dois fatores principais: A economia brasileira está em bom ritmo de recuperação segundo os índices de atividade e do trabalho formal (Caged) a despeito da alta taxa de desemprego. O cenário básico para a inflação segundo o Copom é de 5,1% para 2021, acima do centro da meta (3,75%) e próximo do teto da meta (5,25%). A mediana das expectativas da pesquisa Focus projeta o IPCA acima do teto (5,44%) no final do ano e a Selic em 5,75%. A pressão sobre os preços é resultado de uma combinação de fatores, como câmbio, valorização do preço das commodities no cenário internacional e crise hídrica encarecendo a conta de luz. Ressalve-se que no último mês o câmbio passou a ter efeito positivo no controle inflacionário com a recente valorização do Real. O dólar é negociado a R$ 5,02 depois de atingir R$5,80.